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Caminhos do mar: o protagonismo portuário aporta de volta em Itajaí

Vista aérea do Porto de Itajaí, em Santa Catarina. Três navios cargueiros atracados aparecem ao lado de pilhas de contêineres coloridos e estruturas portuárias. Ao fundo, a área urbana da cidade, com muitos edifícios, é cercada por morros cobertos por vegetação. O céu azul com nuvens completa a paisagem.

ESPECIAL

Nova fase do complexo portuário devolve competitividade ao terminal, atrai novos investimentos e acelera geração de emprego e renda em Santa Catarina

Publicado em 12/06/2026 16:18

Administrado pela Codeba, Porto de Itajaí já acumula mais de R$ 227 milhões em faturamento desde retomada da gestão federal. Foto: AESCOM/ MPor

Estratégico para a logística do Sul do Brasil, o Porto de Itajaí voltou a ocupar posição de destaque no cenário nacional após a retomada da gestão pelo Governo Federal, em dezembro de 2024. A refederalização encerrou um período de quase dois anos de paralisação parcial das operações, que afetou trabalhadores, transportadores e diversos setores da economia. Localizado próximo às rodovias BR-101 e BR-470, hoje, o complexo atende exportadores e importadores de 21 estados e do Distrito Federal, consolidando-se como um dos principais corredores para cargas de alto valor agregado do país.

Segundo o coordenador-geral de Sistema de Segurança Portuária, Diogo Henrique Schimidt, a redução das atividades teve forte impacto sobre os trabalhadores e a economia regional. “A paralisação afetou principalmente os trabalhadores portuários avulsos, os caminhoneiros e o comércio local”, explica.

Com a retomada das operações, o cenário mudou rapidamente. A recuperação das condições de navegação permitiu a volta dos contêineres e a recepção de grandes embarcações, incluindo o maior navio do mundo para transporte de veículos, em sua primeira viagem ao Brasil. A operação mobilizou cerca de 500 profissionais e 130 carretas-cegonha para o desembarque de aproximadamente 7.300 veículos em quatro dias de trabalho ininterrupto.

“Em pouco mais de um ano da refederalização, o Porto voltou a movimentar contêineres, cresceu economicamente e retomou seu posicionamento entre os principais portos do país”, destaca Schimidt.