Durante o Conexões Produtivas, ministro Paulo Henrique Pereira afirmou que ampliar as exportações dos pequenos negócios é prioridade para gerar renda, distribuir riqueza e tornar a economia brasileira mais competitiva
A implementação do Acordo Mercosul-União Europeia representa uma oportunidade histórica para ampliar a participação das micro e pequenas empresas brasileiras no comércio internacional. A avaliação foi feita pelo ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), Paulo Henrique Pereira, durante a abertura do Conexões Produtivas – Oportunidades para a Indústria no Acordo Mercosul-União Europeia, realizada nesta sexta-feira (26), em São Paulo.
Ao participar da sessão solene do evento, o ministro ressaltou que o acordo é resultado de décadas de negociação e marca um novo momento da inserção do Brasil no cenário internacional.
“Estamos colocando em prática um acordo histórico, sonhado por gerações. Em um momento de instabilidade geopolítica e das relações internacionais, o Brasil construiu um dos maiores acordos comerciais de sua história, conectando mercados que representam mais de 700 milhões de pessoas e cerca de um quarto do PIB mundial”, afirmou.
Paulo Henrique destacou que o próximo desafio é transformar o potencial do acordo em resultados concretos para os pequenos negócios brasileiros. Segundo ele, embora as micro e pequenas empresas representem 97% das empresas do país e respondam pela maior parte dos empregos formais, sua participação no valor total das exportações brasileiras ainda é reduzida.
“Precisamos aumentar a participação das micro e pequenas empresas nas exportações brasileiras. Isso significa gerar renda, distribuir riqueza e tornar a economia nacional cada vez mais sofisticada”, afirmou.
O ministro ressaltou que, para esse segmento, o principal obstáculo à internacionalização não está nas tarifas, mas na capacidade de atender às exigências dos mercados internacionais.
“O desafio das pequenas empresas não é tarifário. É um desafio de informação, de preparação, de conformidade, de requisitos sanitários e regulatórios. O que é uma burocracia administrável para uma grande empresa pode representar uma barreira praticamente intransponível para um pequeno empreendedor.”
Nesse contexto, destacou a importância de iniciativas como o Conexões Produtivas, que aproximam empresários dos instrumentos públicos de apoio à exportação e oferecem orientações práticas para ampliar sua competitividade.
“O objetivo é transformar esse acordo em uma realidade para os empreendedores brasileiros”, afirmou, ao elogiar a atuação conjunta do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), da ApexBrasil, da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e das demais instituições parceiras.
Preparação para novos mercados
Promovido pelo MDIC, pela ApexBrasil e pela ABDI, com apoio do Sebrae, INPI, Inmetro e BNDES, o Conexões Produtivas é uma série de encontros presenciais realizada em diferentes regiões do país para apresentar às empresas brasileiras as oportunidades geradas pelo Acordo Mercosul-União Europeia.
A iniciativa reúne especialistas, representantes do governo e lideranças empresariais para discutir tendências do mercado europeu, estratégias de internacionalização, acesso a novos mercados e instrumentos de apoio às empresas que desejam exportar.
Além dos painéis sobre oportunidades comerciais, a programação incluiu workshops, atendimento especializado e apresentação de programas voltados à internacionalização dos negócios. Cada edição é adaptada às características econômicas da região anfitriã, conectando empresas locais às demandas do mercado europeu e ampliando o acesso a informações estratégicas para a geração de novos negócios.
O capítulo dedicado às micro, pequenas e médias empresas no Acordo Mercosul-União Europeia representa um avanço importante para reduzir barreiras e ampliar a presença dos pequenos negócios brasileiros no comércio internacional, fortalecendo sua competitividade e sua capacidade de gerar emprego, renda e desenvolvimento econômico.
Fonte: www.gov.br














