A participação brasileira na Hannover Messe 2026, coordenada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), encerrou-se em 24 de abril com um balanço que confirma um novo posicionamento do país no cenário industrial global. Durante cinco dias, o Brasil ocupou quase 2.800 m² distribuídos em seis pavilhões, reuniu 320 empresas apoiadas, destas 140 expositores e cerca de 800 empresários brasileiros, apresentando-se como um parceiro industrial competitivo, inovador e preparado para responder aos desafios globais atuais. Após 46 anos, o Brasil volta a ser homenageado pela organização do evento como País Parceiro, retomando um lugar de destaque na história da feira. Foi em 1980 que o país inaugurou essa categoria, abrindo um caminho que agora se renova em um novo ciclo de protagonismo.
Nesse contexto, a Hannover Messe consolidou-se também como uma porta de entrada estratégica para o posicionamento do Brasil nas cadeias globais de valor, não apenas no âmbito alemão ou europeu, mas em escala mundial, ampliando o alcance das parcerias e das oportunidades geradas ao longo do evento.
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República
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O Brasil volta a Hannover como uma potência verde, inovadora e integrada às cadeias globais de valor. Este convite consolida a posição do Brasil como um parceiro confiável em um mundo de instabilidade e incerteza.
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República
Na Arena de Inovação, foram realizadas nove sessões de apresentação de pitches, nas quais 57 startups puderam apresentar suas soluções ao público presente. Já o palco Nova Indústria Brasil (Hall 12) sediou mais de 30 conferências, centradas em temas estratégicos como o Acordo Mercosul–União Europeia, a transição energética, os minerais críticos e as oportunidades de investimento e cooperação industrial entre o Brasil e a Europa. O espaço também foi palco da assinatura de oito instrumentos de cooperação entre instituições brasileiras e alemãs, abrangendo parcerias em inovação, inteligência artificial, hidrogênio de baixo carbono, apoio a pequenas e médias empresas e desenvolvimento industrial sustentável.
Um dos resultados mais marcantes dessa participação foi o anúncio do investimento de €2 bilhões no projeto Morro Pintado, realizado também no Pavilhão Nova Indústria Brasil (Hall 12). Fruto de uma parceria entre empresas brasileiras e alemãs, o projeto prevê a implantação de um complexo integrado de energia renovável e produção de hidrogênio de baixo carbono em Areia Branca, no Rio Grande do Norte, com capacidade estimada de 1.400 MW e produção anual de cerca de 80 mil toneladas de hidrogênio, além de derivados como amônia e metanol verdes. O anúncio reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor estratégico de energia limpa para a Europa e evidencia o avanço da cooperação bilateral na agenda de descarbonização industrial.
Nos pavilhões brasileiros, foram realizadas mais de 200 reuniões de negócios pré-agendadas. Além disso, foram promovidas mais de 25 visitas guiadas com delegações internacionais, incluindo representantes de países como Canadá, Espanha e Alemanha, bem como autoridades de estados alemães, como a Turíngia, membros do parlamento alemão e integrantes de comissões da União Europeia, ampliando o diálogo institucional e as oportunidades de cooperação. Ao longo da semana, também foram realizadas cerca de 60 reuniões de investimentos, consolidando o pavilhão como um espaço estratégico para a atração de capital estrangeiro.
A agenda incluiu, ainda, iniciativas de alto nível como o Seminário de Investimentos, o lançamento do programa de atração de investimentos Smart Industries, um showcase de projetos em minerais críticos e um rodada de negócios dedicado a terras raras, que reuniu cerca de 40 participantes. No campo energético, destacou-se a realização do 5º Encontro de Energia Brasil-Alemanha, além de um coquetel de networking voltado aos setores de minerais críticos e energia, fortalecendo conexões entre atores públicos e privados e impulsionando novas oportunidades de parceria.
Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil
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Estamos na Hannover Messe para mostrar soluções concretas para a indústria global e reforçar parcerias que vão além da feira. Os resultados desta semana demonstram a capacidade das empresas brasileiras de responder às necessidades da indústria europeia e de se posicionar como parceiras estratégicas em áreas como energia, inovação e transformação industrial.
Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil
Mas, entre uma reunião e outra, foi também no detalhe que o Brasil se aproximou do público internacional. Nos espaços brasileiros, a oferta de produtos da gastronomia nacional, como café, açaí e pão de queijo, contribuiu para a criação de ambientes de convivência e interação, favorecendo conexões espontâneas e complementando, de forma estratégica, a agenda técnica e institucional.
Além da dimensão empresarial e institucional, a presença brasileira também se destacou por sua componente cultural. No terceiro dia, a Noite do Brasil, realizada no Hall 12, integrou a programação oficial como uma ação de diplomacia pública e econômica, reunindo autoridades, empresários e formadores de opinião em um ambiente de alto nível. A iniciativa valorizou, de maneira institucional, a diversidade cultural brasileira por meio de expressões artísticas e gastronômicas, contribuindo para o fortalecimento da imagem do país como parceiro global, inovador e culturalmente relevante.
Alemanha: parceria industrial em expansão
A dimensão política e estratégica ficou evidente desde o primeiro dia. A inauguração do Pavilhão Brasil, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do chanceler alemão Friedrich Merz, definiu o tom da semana. No mesmo contexto, o 42º Encontro Econômico Brasil–Alemanha reuniu centenas de participantes, refletindo a densidade de uma relação bilateral que combina indústria, investimento e inovação.
Essa relação se apoia em uma base econômica sólida. A Alemanha é o principal parceiro industrial do Brasil na União Europeia, com um comércio bilateral de cerca de US$ 20,9 bilhões e um estoque de investimento direto alemão que ultrapassou US$ 40 bilhões em 2024. Empresas alemãs desempenham, há décadas, um papel estruturante na indústria brasileira, criando um ambiente favorável à expansão de projetos conjuntos.
No campo da inovação, também foi assinado um Memorando de Entendimento entre a ApexBrasil e o Ministério Federal de Economia e Energia da Alemanha para reforçar a colaboração em startups, negócios baseados em conhecimento e talentos, criando pontes para o fluxo de investimentos, tecnologia e empreendedorismo entre os dois países.
União Europeia e Mercosul: novo ciclo de integração
Em uma perspectiva mais ampla, a União Europeia se afirma como um dos principais parceiros econômicos do Brasil e o maior investidor estrangeiro no país. A Hannover Messe funcionou, assim, como uma plataforma privilegiada para reforçar essa conexão, aproximando empresas brasileiras das cadeias de valor europeias em setores estratégicos como energia, indústria avançada e tecnologia.
Esse movimento ganha ainda mais relevância no contexto do Acordo Mercosul–União Europeia, assinado em 2026 e com entrada provisória já a partir de 1º de maio, criando um mercado de cerca de 720 milhões de consumidores. Ao longo da semana, as interações realizadas demonstraram como as oportunidades abertas pelo acordo já começam a se traduzir em projetos concretos e parcerias de longo prazo.
Um dos principais eixos da participação brasileira foi o posicionamento do país como plataforma energética para a descarbonização industrial global. Com uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, o Brasil apresentou soluções concretas em biocombustíveis, hidrogênio de baixo carbono, mobilidade sustentável e digitalização industrial, respondendo diretamente às prioridades da indústria europeia.
Empresas como a Be8, com soluções em biocombustíveis, a Embraer, com o desenvolvimento do eVTOL, e a WEG, Novus e Stefanini, com aplicações em automação, eficiência energética e inteligência industrial, demonstraram, na prática, a capacidade do país de atender às demandas da indústria europeia. O encerramento da Hannover Messe 2026 não representa um ponto final, mas o início de um novo ciclo.
A realização dessa iniciativa conta com o apoio de importantes instituições que refletem a diversidade e a força do setor produtivo brasileiro. Como parceiros institucionais, destacam-se o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Vale. Na categoria de patrocinadores, participam o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Confederação Nacional do Transporte (CNT) e a Volkswagen Caminhões e Ônibus. A iniciativa conta ainda com o apoio de instituições estratégicas para a indústria, a inovação e a cooperação internacional, como a Embraer, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Brasil), a Deutsche Messe, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE) e a Softex, evidenciando a ampla articulação entre governo, setor produtivo e entidades representativas em torno de uma agenda comum de inovação, sustentabilidade e inserção internacional do Brasil.
Serviço
Hannover Messe 2026 – Brasil País Parceiro Oficial
Data: de 20 a 24 de abril de 2026
Informações gerais: https://apexbrasil.com.br/hannovermesse2026
Catálogo de empresas brasileiras: https://www.hannovermesse.de/en/search/?null=LOG&rt=ex&rt=pr&or=BR&sort=RANKING&title=Exhibitors+and+Products+from+Brazil
Contato de imprensa: nayara.silveira@apexbrasil.com.br| +55 61 98256-5747
Tema:
Promoção Comercial
Conexão
Atração de Investimentos Estrangeiros
Mercado:
Europa
Setor de Exportação:
Máquinas e Equipamentos
Tecnologia da Informação e Comunicação
Setor de Investimento:
Infraestrutura
Serviços de Tecnologia
Setor de serviços:
Fonte: apexbrasil.com.br









