Por MAURICIO L CARVALHO – criador do PORTAL COMEXBR
A modernização do comércio exterior brasileiro vem sendo conduzida por meio do Portal Único Siscomex, com a proposta de simplificar, integrar e dar mais transparência aos processos de importação. No papel, o novo fluxo baseado em Catálogo de Produtos, LPCO e DUIMP, representa um avanço significativo em relação ao modelo anterior, estruturado na Licença de Importação (LI) e na Declaração de Importação (DI).
Mas, na prática, o cenário ainda está longe da fluidez prometida.
A transição para a DUIMP trouxe uma mudança estrutural profunda. Trata-se de um documento eletrônico que concentra as informações da operação de importação em um único registro, substituindo modelos anteriores e integrando etapas do processo. A proposta é clara: reduzir burocracia, aumentar a eficiência e centralizar as interações com órgãos governamentais.
No entanto, essa evolução exige um nível de maturidade operacional que nem todas as empresas estavam preparadas para absorver.
O conceito de cadastro prévio no Catálogo de Produtos, aliado à correta parametrização de atributos e à gestão dos LPCO, trouxe uma nova camada de complexidade. Para quem não é da área, pode parecer apenas uma mudança tecnológica. Mas, para quem opera no dia a dia do comércio exterior, trata-se de uma transformação completa na forma de trabalhar.
E é nesse ponto que a teoria encontra a realidade.
Hoje, mais de 1.700 profissionais participam ativamente dos grupos de WhatsApp dedicados à DUIMP dentro da comunidade do PORTAL COMEXBR. Esses grupos se tornaram um verdadeiro centro de inteligência coletiva, onde são discutidos problemas reais, inconsistências sistêmicas e interpretações do novo processo.
👉 Acesse o grupo e acompanhe na prática o que está acontecendo:
https://chat.whatsapp.com/KdjRy50un1I503AuCWgeZl
É ali que despachantes aduaneiros, importadores e analistas trocam experiências em tempo real e, muitas vezes, encontram soluções mais rápidas que pelos canais formais.
O que se observa é um movimento claro: enquanto o sistema evolui, a comunidade se organiza para garantir que as operações não parem. A colaboração entre profissionais passou a ser, na prática, um dos pilares não oficiais da implementação do Novo Processo de Importação.
Isso não invalida o projeto. Pelo contrário: o modelo é moderno, alinhado às melhores práticas internacionais e tem potencial para transformar o comércio exterior brasileiro. Mas a implementação ainda exige ajustes, refinamento e, principalmente, escuta ativa de quem está na operação.
O comércio exterior não acontece apenas nos sistemas, ele acontece nas decisões, nos detalhes e na experiência de quem executa cada etapa.
A DUIMP é o futuro.
Mas o presente ainda está sendo construído e, cada vez mais, de forma colaborativa.
𝗗𝗨𝗜𝗠𝗣: 𝗘𝗡𝗧𝗥𝗘 𝗔 𝗣𝗥𝗢𝗠𝗘𝗦𝗦𝗔 𝗗𝗘 𝗘𝗙𝗜𝗖𝗜𝗘𝗡𝗖𝗜𝗔 𝗘 𝗔 𝗥𝗘𝗔𝗟𝗜𝗗𝗔𝗗𝗘 𝗢𝗣𝗘𝗥𝗔𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔𝗟 𝗡𝗢 𝗖𝗢𝗠𝗘𝗥𝗖𝗜𝗢 𝗘𝗫𝗧𝗘𝗥𝗜𝗢𝗥 𝗕𝗥𝗔𝗦𝗜𝗟𝗘𝗜𝗥𝗢.

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